Vida Besta


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11/07/2005 18:56


Lembra quando...?
É só reunir uns três véios e baixa a nostalgia, o passado começa a ser muito mais interessante que o presente. Por que será? Com duas piadas já começa a ressurgir a calça Calhambeque. “Sou do tempo que as marcas de calça jeans eram Lee, Topeka e Calhambeque”, comenta sempre um, coçando a careca! Mas ontem na aula de inglês a gente foi pior que isso, desencavou a seguinte cantoria, que não lembro de onde saiu: Ai ai ai quem trupica também cai, trupiquei no pé da mãe, fui parar no pé do pai.
De onde veio isso? É uma musiquinha de um palhaço? Alguém me ajuda? (Si ocês são véio, claro!). Digitei no Google mas não apareceu nada.
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Sujos na rodinha
A CPI virou assunto de rodinha. Vi um grupo animado na academia, falando alto e rindo, cheguei perto e era todo o mundo metendo o pau nos depoentes da CPI dos Correios. Criticando a cara-de-pau dos sujeitos. O Marcos Valério. A secretária! Como mentem descaradamente! Não estão nem aí pra perna curta. Mas uma coisa isso trouxe de bom: o pessoal anda acompanhando a TV Senado igual novela.
Pois é, li uma vez um texto de um psicólogo que afirmava que a mentira, em vez de um “pecado”, é uma habilidade que mostra inteligência e existe como necessidade social necessária ao convívio humano.Nem sempre podemos dizer a verdade. E que a gente mente, em média, 14 vezes por dia! Bem, alguém passou a mão na minha parte! O máximo que eu faço é dizer que o corte de cabelo de alguém ficou bom.

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Gozando e andando
Mais pedaços de vida besta. Estava parada no farol dentro do carro, obrigada a olhar um moleque carente e abestalhado fazendo daquelas acrobacias supostamente malabares com bolinhas de tênis, errando tudo. É, além de garoa e rodízio também temos malabares em São Paulo.
Olhava o rosto dele, olhos completamente vesgos, nariz torto, uma triste mistura de genes, pobrezinho. E ainda por cima parecia meio lelé da cuca também.
E o que pensou cabecinha de Penélope? Que, de qualquer modo, a existência dessa pessoa comprovava pelo menos a realização de um orgasmo, uma alegriazinha. Digo pelo menos um, já que suponho que a maioria das mulheres não atinge o dito “ápice” numa relação, mas os homens, sim. Então, pelo menos alguém foi feliz na hora de gerar aquela criatura, nem que tenha demorado dois segundos.
Em seguida olhei para a rua e vi as pessoas passando pra lá e pra cá e calculei quantos orgasmos ambulantes! É, pelo menos um!
E depois tentei identificar quem seria fruto de um orgasmo simultâneo. Serão pessoas nitidamente especiais? Mais felizes, mais espertas, mais inteligentes, mais porretas, mais tontas, mais freaks? Ou isso não importa absolutamente, como tudo que escrevo aqui?


enviada por Penélope






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